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Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (2) que os brasileiros participem do Censo 2010, que já começou a ser contabilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo Lula, a pesquisa constitui uma espécie de fotografia do país.

“[O censo checa] se melhorou a questão do saneamento básico, se melhorou a questão da energia elétrica, se melhorou a questão da conquista de produtos dentro da casa das pessoas”, explicou, no programa semanal Café com o Presidente.

Durante o programa, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, lembrou que o censo é a única pesquisa promovida em todos os 5.565 municípios brasileiros. Segundo ele, a ferramenta tem “peso”, uma vez que é usada para nortear políticas públicas por parte do governo federal, governos estaduais e municipais.

“Quando vão fazer estudos sobre a realidade brasileira, trabalham com dados do censo. Então, é fundamental ajudar, respondendo corretamente às perguntas que são feitas”, disse. O levantamento do Censo 2010 começou ontem (1º) e continua até o dia 31 de outubro, em todas as residências do país. As informações são confidenciais e não podem ser divulgadas, a não ser por meio da estatística final.

Esse é o primeiro censo totalmente informatizado – os recenseadores vão registrar as respostas em um equipamento digital e depois encaminhá-las a um centro de apuração. A expectativa é que o método agilize o levantamento e a divulgação do resultado. Outra novidade é que agora as perguntas incluem questões como cônjuges do mesmo sexo, além de considerar a possibilidade de mais de um chefe de família em cada domicílio.

Da Agência Brasil

Responder corretamente às perguntas do Censo 2010, que começou a ser realizado hoje (1º), não é apenas fundamental para que o país tenha informações sobre sua população, mas também uma obrigação legal. Pouca gente sabe, mas a Lei 53.534, de 1968, diz que todas as pessoas são obrigadas a prestar as informações solicitadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quem não fornecer os dados poderá pagar multa de até dez salários mínimos. A mesma lei diz também que todas as informações prestadas são sigilosas e serão usadas exclusivamente para fins estatísticos. As informações recolhidas pelos recenseadores serão criptografadas para garantir a segurança e confidencialidade dos dados.

Em sua página na internet, o IBGE garante que em nenhuma hipótese as informações prestadas serão visualizadas por pessoas estranhas ao serviço censitário. Quem violar esse sigilo pode ser demitido e responder a processo criminal.

Neste ano, a população também terá a opção de responder ao questionário pela internet. O cidadão deve fazer o pedido no momento da visita do recenseador que entregará uma carta lacrada com as instruções, código de acesso e senha, que serão únicos para cada domicílio.

Quando os moradores não puderem responder ao questionário ou quando não houver ninguém em casa, os recenseadores deixarão um contato do IBGE para agendar um horário para a entrevista.

Gays, umbandistas e negros se mobilizam para incentivar mais pessoas a se declararem pertencentes a esses grupos

Principal pesquisa realizada pelo IBGE, envolvendo 240 mil profissionais, Censo começa hoje no país

ANTÔNIO GOIS – Da Folha de São Paulo. 

Para a maioria dos brasileiros -que a partir de hoje receberão pesquisadores do IBGE em suas casas-, responder ao Censo é apenas um dever cívico. Para alguns, no entanto, aparecer nas estatísticas oficiais é uma questão de sobrevivência política. Com esse objetivo, associações de gays, umbandistas, candomblecistas ou parte do movimento negro se mobilizam em campanhas nas redes sociais para que mais pessoas declarem pertencer a esses grupos.

O Censo é a mais importante pesquisa do IBGE. Pelo custo e tamanho -mobiliza 240 mil profissionais-, é feito apenas a cada dez anos.
Fundamental na elaboração de políticas públicas, é por meio do Censo que sabemos o número da população e as características dela, como religião, idade, deficiência, trabalho, entre outras.

QUESTÕES INÉDITAS
Neste ano, pela primeira vez, serão investigados também línguas indígenas, brasileiros morando no exterior e cônjuges do mesmo sexo.
Por causa do último quesito, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais lançou a campanha “IBGE. Se você for LGBT, diga que é”.
“Quem não existe não tem direito. Mesmo o Censo não investigando a orientação sexual, poder identificar cônjuges do mesmo sexo já é um avanço. Sabemos que muitos terão medo de se declarar, mas esperamos que ao menos 50 mil casais gays apareçam na pesquisa”, diz Toni Reis, presidente da ABGLT.

No caso das religiões de matrizes africanas, a mobilização ocorre porque o último censo detectou uma queda de 0,4% em 1991 para 0,3% em 2000 na proporção dos seguidores dessas crenças. A diminuição foi atribuída ao crescimento dos evangélicos, mas também ao preconceito e sincretismo religioso.

“As religiões de matrizes africanas, por preconceito, ainda são associadas só a negros, pobres e analfabetos. Isso leva muitos a se dizerem católicos ou espíritas, em vez de umbandistas ou candomblecistas”, afirma Marcio Alexandre Gualberto, idealizador, no Coletivo de Entidades Negras, da campanha “Quem é de Axé, diz que é”.

Gualberto lamenta que o governo federal não tenha apoiado financeiramente a campanha, mas aposta nas redes sociais da internet para disseminar o lema.
Alguns videoclipes já estão no Youtube, como o da cantora umbandista Liz Hermann, com o refrão “diga ao Censo a sua religião”.

Esta não é a primeira vez que mobilizações desse tipo acontecem. Em 2000, parte do crescimento dos autodeclarados pretos (de 5% para 6,2% na década) foi atribuído à campanha “Não deixe sua cor passar em branco”. Neste ano, um grupo negro de Alagoas, por exemplo, lançou o slogan “Censo 2010, assuma sua negritude”.

 Fonte: Folha de São Paulo

Censo NacionalEl Instituto Nacional de Estadísticas y Censos (INDEC) presentó ayer la metodología y el cronograma que tendrá el Censo 2010. Se realizará el miércoles 27 de octubre en todo el país, por lo que ese día será feriado nacional para facilitar el operativo. Y los primeros datos se conocerán a partir de diciembre.

Acompañada por el coordinador nacional del Censo 2010, Roberto Muiños, y el director técnico del INDEC, Norberto Itzcovich, entre otros, la titular del cuestionado organismo, Ana María Edwin, destacó que se trata del “operativo civil de mayor envergadura” que se realiza en el país. Participarán 664.886 personas entre censistas, jefes de fracción, radio, asistentes de campo y jefes de Departamento en todo el país. El operativo tiene un costo de 303 millones de pesos, y los censistas cobrarán (“en tiempo y forma”, prometió Muiños) 250 pesos en caso de las áreas urbanas y 300 en las rurales.

El Censo “es de población, hogares y viviendas”, explicó Muiños al destacar diferencias con el sondeo de 2001, que no incluyó a estas últimas por lo que “hubo que reconstruir la cantidad de viviendas”. Edwin consideró que se trató de una “omisión muy seria”, al tiempo que Itzcovich informó que en el 2001 “zonas enteras del país no se recorrieron”. Además, ahora se conocerá la cantidad de familias homoparentales (parejas de personas del mismo sexo) que hay en el país. “Se trata de la integración y reconocimiento del matrimonio entre iguales”, dijo Edwin.

Hace un mes, algunos especialistas del sector privado consultados por Clarín habían puesto en duda que el INDEC, un organismo cuestionado, esté en condiciones de realizar el Censo 2010.

Fuente: El Clarin (Argentina)

Da Agência Brasil

Para traçar um retrato da população brasileira, técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vão inserir novos itens nos questionários do Censo 2010, que serão aplicados em todo o país a partir de 1º de agosto .

Os documentos incluirão perguntas sobre cônjuges do mesmo sexo, registro de nascimento para pessoas com até 10 anos, etnia e língua indígena, disponibilidade de luz elétrica, tempo de deslocamento para o local de trabalho, entre outros.

O censo já incluiu questões sobre condições habitacionais e socioeconômicas como raça, religião, trabalho e renda e deficiência, além de fecundidade, por exemplo.

“Esse censo estruturou um levantamento sobre o entorno do domicílio como a existência de asfaltamento, iluminação pública, calçamento, disposição do lixo, valas de esgoto etc. Informações que vão desde a área de saúde, planejamento urbano até os investimentos domésticos”, informou a diretora de Pesquisas do IBGE, Wasmália Bivar.

Com o objetivo de visitar os 58 milhões de domicílios do país, a pesquisa quer identificar as transformações sociais desde o último censo, em 2002, ajudando na elaboração de políticas públicas e auxiliando a iniciativa privada a definir investimentos.

O IBGE pede que a população fique atenta à visita dos recenseadores, que estarão identificados com crachá contendo identidade e matrícula, mais um computador de mão, um pequeno aparelho de cor azul, e forneça as informações necessárias.

A coordenadora  lembra que o instituto não cobra documentos que comprovem as informações dadas aos recenseadores e informa que, em caso de desconfiança, o morador pode checar a identidade do profissional ligando para 0800 721 8181.

“O IBGE é uma instituição conhecida por sua respeitabilidade, e a população costuma entender bem o trabalho do recenseador. Raramente temos recusa”, afirmou a  coordenadora Operacional do Censo 2010, Maria Vilma Salles.

A Griô Produções, em parceria com o Fórum de Mulheres Negras do DF e com a Universidade de Brasília, realizam mais uma edição do Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha, Latinidades, de 22 a 25 de julho no Museu da República.

O festival é oportunidade para consolidar uma data muito importante para as mulheres negras: o Dia Internacional da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha, criado em 1992.

O tema do festival em 2010 é o Censo, sob o slogan: “Não deixe sua cor passar em branco” e em cada mesa do seminário será discutida a importância da auto-declaração para a formulação de políticas públicas voltadas para as mulheres negras.

O evento é uma ação afirmativa por empoderamento e melhores condições para as mulheres negras da América Latina e Caribe e, portanto, agrega embaixadas, movimentos sociais, instituições diversas, partidos políticos, Universidade de Brasília, Entidades Governamentais, Rede Afrolatina, entre outras parceiras.
 Em três dias latinidades apresenta seminários, apresentações culturais e uma feira afro.
Entre as artistas cotadas para a edição 2010 estão Thalma de Freitas, Paula Lima, Nós Negras, Martinha do Coco e Ellen Oléria, além de grande roda de capoeira, discotecagem e apresentação de basquete de rua, proporcionada pela CUFA-DF.

Acompanhe as novidades no blog da Griô!

Programação:

22 de julho – Cerimônia de Abertura. Tema: Censo 2010 “Não deixe sua cor passar em branco”.
23 de julho – Seminário Mulheres na Política e Saúde da População Negra
24 de julho – Seminário Mulheres na Educação e Mulheres na Cultura
25 de julho – Apresentações culturais e feira afro

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que se acentuou a diferença de valor das despesas mensais entre as famílias chefiadas por pessoas brancas e por pessoas negras.

Enquanto a despesa média do brasileiro é de R$ 2.626, a de famílias cuja pessoa de referência (quem respondeu a pesquisa) era branca, o gasto era 28% maior, de R$ 3.371. Também era 89% superior às despesas de famílias de pretos (R$ 1.783) e 79% maior que a de pardos (R$1.885).

Em relação ao levantamento anterior, feito entre 2002 e 2003, as desigualdades aumentaram. Percentualmente, passaram de 82% para 89% em relação às famílias pretas, embora tenha diminuído de 84% para 79%, destaca a POF de 2008/2009.

As diferenças entre as despesas também apareceram quando há diferença de gênero. Se a pessoa que respondeu a pesquisa era um homem, a despesas mensal era de R$ 2.800,16 (também acima da média nacional), enquanto os gastos de famílias chefiadas por mulheres era de R$ 2.237,14.

O responsável pela pesquisa, José Mauro de Freitas destaca que a diferença entre o extrato feminino e masculino aumentou de 15% para 20% entre uma pesquisa e outra. Para ele, a explicação está na estrutura da sociedade, assim como para o caso das diferenças entre as raças.

”É importante destacar que os dados representam a despesa média mensal informada pela pessoa de referência, embora muito provavelmente o dado esteja relacionado com fatores sociais que fazem com que a composição dessas despesas continuem com essas distâncias”, afirmou o analista.

A POF também avaliou os impactos da escolaridade sobre os gastos das famílias e constatou diferença de 207% entre os gastos das famílias cuja a pessoa de referência tinha mais de 11 anos de estudo (R$ 4.314,92) e as que o chefe tinha menos de um ano (R$ 1.403,42).

O aumento da despesa também está relacionado ao fato de as famílias terem algum integrante com nível superior completo. Entre essas, o rendimento saltava para R$ 4.296,05, enquanto nas que ninguém tinha terminado uma faculdade os gastos eram de R$ 1.659,99.

Da Agência Brasil

O conjunto de informações do Censo Demográfico de 2010 só estará concluído e divulgado em 2012, mas o tamanho da população e sua distribuição nos municípios já poderão ser conhecidos em novembro próximo, informou o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Gomes. Ele participou de audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Por determinação da legislação, informou Eduardo Gomes, esses dados precisam ser repassados até o final de novembro para o Tribunal de Contas da União (TCU). O número de habitantes é uma das informações utilizadas por esse órgão para calcular o repasse de recursos a ser feito no ano seguinte pelo governo federal, em favor de cada município, relativo ao Fundo de Participação dos Municípios.

O presidente do IBGE descartou ainda a possibilidade de manipulação eleitoral do censo, que nesse ano, pela segunda vez desde que o país começou a coletar dados populacionais, recai em ano de eleição geral. Tanto do ponto de vista técnico como político, ele observou, as questões que serão apresentadas aos entrevistados são “absolutamente neutras”. Se algum desvio nesse sentido for cometido por algum recenseador, ele disse que o órgão adotará as medidas cabíveis.

 – Se algum fugir do que for recomendado, o morador terá todo o direito de alertar o IBGE, para que tomemos as devidas providências.


 

 

Gran movilización por el Día Nacional De La Afrocolombianidad
“Por una Colombia donde quepamos todos sin racismo ni discriminación”

EL MOVIMIENTO NACIONAL CIMARRÓN INVITA A LA GRAN MOVILIZACIÓN POR EL DÍA NACIONAL DE LA AFROCOLOMBIANIDAD.
¡MARCHEMOS JUNTOS POR LA INCLUSIÓN Y LA NO DISCRIMINACIÓN!

¡LA AFROCOLOMBIANIDAD UN PATRIMONIO DE TODOS LOS COLOMBIANOS Y COLOMBIANAS!

Cuándo:Domingo 23 de Mayo de 2010
Dónde: Plaza de Toros
Hora: 10 de la mañana

RECUERDA: ”UNA COLOMBIA INCLUYENTE, ES UNA COLOMBIA EN PAZ”
Nota: Traer zapatos cómodos!!
INFORMES 2848431 O 2867883

Click aquí si quiere saber más del mes de la afrocolombianidad

Por:  Gisele Teixeira*

No mês em que se comemoram os 200 anos da Revolução de Maio, não quero que uma notícia passe escondida entre os festejos: este ano, pela primeira vez desde 1887, um censo nacional se ocupará de recolher informações sobre a população afrodescendente na Argentina.

Parece brincadeira, mas enquanto estatísticas extra-oficiais apontam que quase dois milhões de argentinos possuem raízes africanas, oficialmente não se sabe quantos negros há no país e boa parte da população continua acreditando que não há nenhum.

Nem sempre foi assim

De acordo com o censo de 1778, a população argentina de origem africana chegava a 30% (em Buenos Aires a relação chegou a ser de cinco negros para um branco).

A proporção se manteve no censo de 1810, porém caiu para 25% em 1838. Em 1887 apareceu reduzida a míseros 2%! Depois dessa data, não há mais dados oficiais.

O que aconteceu?

Os historiadores tentam explicar o “desaparecimento” dos afro argentinos em função de sua participação em todas as guerras do século XIX. Eles foram “carne de canhão”, como se diz aqui, durante as invasões inglesas de 1806-1807; cruzaram os Andes integrando o Exército Libertador de San Martin e participaram de diversas guerras internas.

Por fim, foram dizimados durante a Guerra do Paraguai. Os que resistiram teriam morrido durante a epidemia de febre amarela que assolou Buenos Aires em 1871. Ou migrado para o Uruguai.

Meu namorado me contou que durante sua infância, nas comemorações da Pátria, as professoras pintavam de preto o rosto de algumas crianças para representar os negros que, “um dia”, haviam existido no país. Hoje isso não precisa mais ser feito.

Basta sair para a rua. E ver. Mas não é tão simples assim. Para o antropólogo Pablo Círio, assim como os censos são um recorte cultural e ideológico, nossa mirada também. “Uma pessoa não olha naturalmente, olha condicionado pela educação, por fatores históricos, por interesses, por silêncios. O argentino não esta preparado para ver os negros”, afirmou recentemente ao jornal Página 12.

Ele diz que muita gente aqui, quando vê um negro, pensa que é brasileiro ou uruguaio. Nunca imagina que seja um “afroportenho”, descendente de escravos.

Pelas ruas, também se vê hoje muitos “outros negros”, vindos do Equador, Republica Dominicana e Haiti. E, mais recentemente, um número crescente de africanos, especialmente do Senegal, Mali e Nigéria, reforçada nos últimos anos após o endurecimento das políticas migratórias dos países europeus.

Uma boa e saudável aproximação com outras culturas e raças é a arte. E Buenos Aires anda com uma nutrida agenda afro. Chamadas de candombe aos domingos; festas bacanas como a Afrolunes, grupos de percussão como os Negros de Miercoles; aulas de instrumentos de nomes estranhos como Djembe, Doun Doun e Sang Bang; dança de orixás, classes de batucada brasileira e ritmos afrocubanos. Ufa!

A movida toda, bem como textos de primeira qualidade sobre questões de raça, música e arte podem ser encontrados na excelente revista Quilombo ou no Instituto Nacional contra Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (http://www.revistaq uilombo.com. ar/ e http://www.inadi. gov.ar/).

Para completar, o Museu Casa Carlos Gardel está com uma exposição chamada “A História Negra do Tango”, que resgata a relação que teve esta população com o ritmo mais famoso do país. Entre os mais conhecidos interpretes locais de origem africana estão Guillermo Barbieri e José “el negro” Ricardo, que foram guitarristas de Carlos Gardel.

Termino, claro, com uma história de Jorge Luis Borges. Dizem que lá pela década de 20, um dia ele chegou em casa e contou a sua mãe que havia estado com “compadritos” e que estes o tinham convidado para comer. A mãe, então, responde: espero que não tenha sido assado, essa porcaria que comem os escravos.

 *Gisele Teixeira é jornalista. Trabalhou em Porto Alegre, Recife e Brasília. Recentemente, mudou-se de mala, cuia e coração para Buenos Aires, de onde mantém o blog Aquí me qued (http://giseleteixei ra.wordpress. com), com impressões e descobrimentos sobre a capital portenha.