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Archive for Maio, 2010


 

 

Gran movilización por el Día Nacional De La Afrocolombianidad
“Por una Colombia donde quepamos todos sin racismo ni discriminación”

EL MOVIMIENTO NACIONAL CIMARRÓN INVITA A LA GRAN MOVILIZACIÓN POR EL DÍA NACIONAL DE LA AFROCOLOMBIANIDAD.
¡MARCHEMOS JUNTOS POR LA INCLUSIÓN Y LA NO DISCRIMINACIÓN!

¡LA AFROCOLOMBIANIDAD UN PATRIMONIO DE TODOS LOS COLOMBIANOS Y COLOMBIANAS!

Cuándo:Domingo 23 de Mayo de 2010
Dónde: Plaza de Toros
Hora: 10 de la mañana

RECUERDA: ”UNA COLOMBIA INCLUYENTE, ES UNA COLOMBIA EN PAZ”
Nota: Traer zapatos cómodos!!
INFORMES 2848431 O 2867883

Click aquí si quiere saber más del mes de la afrocolombianidad

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O senhor se considera afrodescendente?

Por:  Gisele Teixeira*

No mês em que se comemoram os 200 anos da Revolução de Maio, não quero que uma notícia passe escondida entre os festejos: este ano, pela primeira vez desde 1887, um censo nacional se ocupará de recolher informações sobre a população afrodescendente na Argentina.

Parece brincadeira, mas enquanto estatísticas extra-oficiais apontam que quase dois milhões de argentinos possuem raízes africanas, oficialmente não se sabe quantos negros há no país e boa parte da população continua acreditando que não há nenhum.

Nem sempre foi assim

De acordo com o censo de 1778, a população argentina de origem africana chegava a 30% (em Buenos Aires a relação chegou a ser de cinco negros para um branco).

A proporção se manteve no censo de 1810, porém caiu para 25% em 1838. Em 1887 apareceu reduzida a míseros 2%! Depois dessa data, não há mais dados oficiais.

O que aconteceu?

Os historiadores tentam explicar o “desaparecimento” dos afro argentinos em função de sua participação em todas as guerras do século XIX. Eles foram “carne de canhão”, como se diz aqui, durante as invasões inglesas de 1806-1807; cruzaram os Andes integrando o Exército Libertador de San Martin e participaram de diversas guerras internas.

Por fim, foram dizimados durante a Guerra do Paraguai. Os que resistiram teriam morrido durante a epidemia de febre amarela que assolou Buenos Aires em 1871. Ou migrado para o Uruguai.

Meu namorado me contou que durante sua infância, nas comemorações da Pátria, as professoras pintavam de preto o rosto de algumas crianças para representar os negros que, “um dia”, haviam existido no país. Hoje isso não precisa mais ser feito.

Basta sair para a rua. E ver. Mas não é tão simples assim. Para o antropólogo Pablo Círio, assim como os censos são um recorte cultural e ideológico, nossa mirada também. “Uma pessoa não olha naturalmente, olha condicionado pela educação, por fatores históricos, por interesses, por silêncios. O argentino não esta preparado para ver os negros”, afirmou recentemente ao jornal Página 12.

Ele diz que muita gente aqui, quando vê um negro, pensa que é brasileiro ou uruguaio. Nunca imagina que seja um “afroportenho”, descendente de escravos.

Pelas ruas, também se vê hoje muitos “outros negros”, vindos do Equador, Republica Dominicana e Haiti. E, mais recentemente, um número crescente de africanos, especialmente do Senegal, Mali e Nigéria, reforçada nos últimos anos após o endurecimento das políticas migratórias dos países europeus.

Uma boa e saudável aproximação com outras culturas e raças é a arte. E Buenos Aires anda com uma nutrida agenda afro. Chamadas de candombe aos domingos; festas bacanas como a Afrolunes, grupos de percussão como os Negros de Miercoles; aulas de instrumentos de nomes estranhos como Djembe, Doun Doun e Sang Bang; dança de orixás, classes de batucada brasileira e ritmos afrocubanos. Ufa!

A movida toda, bem como textos de primeira qualidade sobre questões de raça, música e arte podem ser encontrados na excelente revista Quilombo ou no Instituto Nacional contra Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (http://www.revistaq uilombo.com. ar/ e http://www.inadi. gov.ar/).

Para completar, o Museu Casa Carlos Gardel está com uma exposição chamada “A História Negra do Tango”, que resgata a relação que teve esta população com o ritmo mais famoso do país. Entre os mais conhecidos interpretes locais de origem africana estão Guillermo Barbieri e José “el negro” Ricardo, que foram guitarristas de Carlos Gardel.

Termino, claro, com uma história de Jorge Luis Borges. Dizem que lá pela década de 20, um dia ele chegou em casa e contou a sua mãe que havia estado com “compadritos” e que estes o tinham convidado para comer. A mãe, então, responde: espero que não tenha sido assado, essa porcaria que comem os escravos.

 *Gisele Teixeira é jornalista. Trabalhou em Porto Alegre, Recife e Brasília. Recentemente, mudou-se de mala, cuia e coração para Buenos Aires, de onde mantém o blog Aquí me qued (http://giseleteixei ra.wordpress. com), com impressões e descobrimentos sobre a capital portenha.

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O objetivo do encontro é trocar experiências sobre a coleta de dados, análise e promoção de políticas de combate ao racismo e à discriminação. Evento acontece no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro

Encerra nesta quarta-feira (5/5), no Rio de Janeiro, o Seminário para as Américas sobre Coleta de Dados e Uso de Indicadores para Promover e Monitorar a Igualdade Racial e a Não Discriminação, promovido pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), com o apoio da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial). Participaram da abertura do evento, na segunda-feira (3/5), Christian Salazar, representante do Alto Comissariado para os Direitos Humanos; Jorge Chediek, coordenador residente das Nações Unidas no Brasil; Eloi Ferreira de Araújo, ministro da Igualdade Racial; entre outras autoridades. Entre os objetivos do encontro, está a análise dos benefícios e os riscos envolvendo a perspectiva de direitos humanos, além de oferecer um fórum de debate e troca de experiências em coleta de dados e uso de indicadores de monitoramento da igualdade de raça e a não discriminação.

O UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) acompanha o seminário com a equipe técnica do Programa Regional de Gênero, Raça, Etnia. O encontro foi desenhado em agosto de 2009, quando o Grupo de Afrodescendentes para os Censos 2010 nas Américas e o governo brasileiro foram recebidos pela Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, em Genebra. 

Na ocasião, foi acionada a Unidade Antidiscriminação das Nações Unidas para dar suporte à mobilização da sociedade civil das Américas para os censos de 2010.  Em 2001, a Conferência de Durban recomendou que o combate ao racismo fosse incorporado como primeira responsabilidade dos Estados, encorajando a adoção de medidas efetivas para coleta e análise de dados para de dimensionar a discriminação racial e monitorar a situação com o objetivo de desenvolver políticas de combate ao racismo.

Dados desagregados de raça e etnia
Nesta quarta-feira (5/5), o encontro fará um panorama dos indicadores de direitos humanos e apontará as recomendações para a coleta de dados, análise e promoção de políticas de combate ao racismo e à discriminação nas Américas. Os trabalhos serão encerrados às 17h30 em painel conduzido por Almerigo Incalcaterra, representante do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, e Martvs das Chagas, subsecretário de Ações Afirmativas da Seppir.

Durante a sessão desta manhã, Ana Carolina Querino, gerente do Programa Regional de Gênero, Raça e Etnia, apresentou a série de reportagens em Português e Espanhol sobre o censo nas Américas e a mobilização negra para a coleta de dados por raça e etnia. A parceria entre UNIFEM, TV Brasil Internacional e Grupo de Afrodescendentes nos Censos de 2010 registrou a realidade da população negra do Brasil, Equador, Panamá e Uruguai. O conteúdo foi exibido em janeiro de 2010 para 14 países das Américas.

A coleta de dados e análise de indicadores raciais e de direitos humanos são fundamentais para a definição e aprimoramento de políticas de enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial. Esses foram pontos discutidos no primeiro dia do encontro (3/5) durante duas rodadas de expositores. Na primeira mesa, Edna Roland, especialista eminente e independente sobre a aplicação da Declaração e o Programa de Durban; Virginia Gomes, membro do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais; e Humberto Adami, ouvidor da Seppir. A segunda abordagem do tema foi realizada por Harold Robinson, representante do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas); Alma Jenkins, oficial do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância); Carlos Viáfara, professor da Faculdade de Economia da Colômbia; José Carlos Morales, do mecanismo de especialistas sobre Direitos dos Povos Indígenas; e Francisco Cali, membro do Comitê para Eliminação da Discriminação Racial.

Ontem (4/5), os debates se centraram na troca de experiências sobre a coleta e uso de dados estatísticos desagregados para a promoção e o monitoramente da igualdade racial e da não discriminação. O primeiro painel teve exposições de José Luiz Petrucelli, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); Alma Sacalxot, diretora de Projetos dos Povos Indígenas da Embaixada da Espanha na Guatemala; Ricardo Bucio, presidente do Conselho Nacional do México para Prevenir a Discriminação; Luis Caiza, do Instituto Nacional de Estatística do Equador; Humberto Brow, membro do Grupo de Afrodescendentes para os Censos de 2010 nas Américas; Jhon Anton, da Corporação de Desenvolvimento Afroequatoriana; e Bruno Ribotta, oficial da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). A segunda mesa contou com as apresentações de José Ribeiro, da OIT (Organização Internacional do Trabalho); Martha Rangel, da Divisão de População da Celade; Maria Inês Barbosa, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); e Margarete Paz, pesquisadora estadunidense.
Seminário para as Américas sobre Coleta de Dados e Uso de Indicadores para Promover e Monitorar a Igualdade Racial e a Não Discriminação
Data: 3 a 5 de maio de 2010
Local: Palácio do Itamaraty (Av. Marechal Floriano, 196 – Centro)- Rio de Janeiro/RJ

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