Por: Helciane Angélica – jornalista
Infelizmente, o racismo tem se escondido em discursos “sutis” e encontra-se presente em nosso cotidiano. É comum ouvirmos as pessoas chamarem negros de “moreninhos”, como se fosse mais “aceitável” ou menos “feio” para a pessoa. Além disso, ainda tem as piadinhas “inocentes” que só ajudam a consolidar uma cultura inconsequente e que acredita na “democracia racial”, ou seja, extremamente contrárias as ações que promovam o respeito e a garantia de direitos aos diferentes.
Os afrodescendentes (negros e pardos) são a maioria no país com 50,6% da população, mas tem muita gente espalhada por esse mundão que tem vergonha de suas origens, e o que ainda pior desconhece sua própria história. O Censo 2010 irá avaliar a realidade dos brasileiros, e em cada residência os entrevistados responderão um extenso questionário, inclusive, sobre a cor da pele, etnia, crença religiosa e opção sexual.
O Tambor Falante – ciclo de debates fortalece a reflexão crítica sobre a pesquisa demográfica que acontecerá em toda a América Latina, é uma iniciativa do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô em parceria com a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) e a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro. Desta vez, abordará o tema “Censo 2010 – Negritude e Periferia”, e o local escolhido para a quinta edição do projeto foi a comunidade que vive ao lado do lixão de Maceió.
A concentração para o evento será às 14h na sede do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila/Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb), em seguida, os participantes seguirão em caminhada até o espaço cultural da Vila Emater II localizada no Sítio São Jorge onde serão executadas as trocas de opiniões, propostas e experiências. Mais informações sobre o evento: (82) 9119-5730 / 8893-9495 / 9999-1301.
O objetivo é ampliar a discussão junto com os diversos segmentos afros, além de garantir a conscientização sobre a importância dos dados coletados e contabilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que posteriormente podem servir de subsídio na elaboração de políticas públicas adequadas aos diversos segmentos sociais.
Os moradores das periferias são secularmente vítimas da marginalização, há locais que nem os agentes de endemias conseguem entrar, devido ao forte tráfico de drogas ou por puro preconceito. Será que os recenseadores conseguirão aplicar a pesquisa nesses locais? E as pessoas que moram nas tribos indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos da reforma agrária estão esclarecidas sobre o censo e serão realmente ouvidas? E os que irão aplicar os questionários estão preparados?! Continuaremos pensando sobre o assunto e buscando novos avanços. Axé!
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La Asociación Latinoamericana de Población convoca a sus miembros asociados, así como a investigadores, servidores y funcionarios públicos, estudiantes, miembros de organizaciones civiles e internacionales y, en general, a todos los interesados en el estudio de la población a enviar, hasta 15 de marzo de 2010, trabajos para presentación en el IV Congreso, cuyo lema será “Condiciones y Transformaciones Culturales, Factores Económicos y Tendencias Demográficas en Latinoamérica”, que se realizará en el Hotel Nacional de ciudad de La Habana, Cuba, del 16 al 19 de noviembre de 2010. Abajo se puede acceder a las sesiones y temáticas:
Comportamientos Demográficos y el Recorte Étnico-Racial
La sesión propone reunir presentaciones que contribuyan para la comprensión y explicación de las especificidades étnico-raciales en los comportamientos demográficos. Se esperan trabajos que aborden diferenciales étnico-raciales en temas como perfiles de morbilidad y mortalidad, movilidad espacial, comportamientos reproductivos, patrones de organización de la vida familiar etc., con la finalidad de trazar un cuadro de la situación de la población afrodescendiente comparándola con la población blanca. La sesión espera discutir, también, trabajos que se centren en el estudio de los proceso sociales de producción y reproducción de las desigualdades étnico-raciales que, al determinar grados diferenciados de vulnerabilidad – a través de la inserción en el mercado de trabajo, en el sistema formal de educación, en el acceso a servicios de infraestructura básica y sistemas de salud etc., condicionan comportamientos demográficos específicos de los afrodescendientes con relación al resto de la población.
Sistemas de Classificación Censitaria de los Grupos Étnico-Raciales en las Amérias: Limites, avances y perspectivas
Se esperan propuestas de ponencias que discutan la conceptualización, categorización y medición de esquemas de clasificación étnico-raciales en los diferentes países de América Latina. El foco de las contribuciones deberá centrarse en trabajos de investigación que contemplen aspectos teóricos y/o metodológicos utilizados en las fuentes de datos – como registros continuos, censos y encuestas-, socializando experiencias nacionales que permitan superar las dificultades actualmente encontradas así como avanzar en la posibilidad de comparaciones regionales. Se dará especial destaque a los censos de población - rodadas de 2000 y de 2010 – , en función del aumento significativo de países que incorporaron o incorporarán la variable étnica-racial y los estudios realizados hasta el momento utilizando esta dimensión analítica.
Estas informaciones también se pueden acceder por la Página Web de ALAP (www.alapop.org)
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Encontro promovido pela Associação Latino-americana de População acontecerá de 16 a 19 de novembro, em Cuba. Evento destaca censos demográficos e classificação etnicorracial
A rodada de censos na América Latina e a classificação etnicorracial são os temas principais do IV Congresso da Associação Latino-americana de População. O evento acontecerá de 16 a 19 de novembro, em Havana (Cuba), e traz como tema central “Condições e Transformações Culturais, Fatores Econômicos e Tendências Demográficas na América Latina”. As propostas de apresentação de trabalhos sobre desigualdades raciais e suas conseqeências na população latino-americana afrodescendente poderão ser entregues até 15 de março de 2010. Segundo os organizadores, a intenção é “aumentar a visibilidade deste tema e ampliar o espaço conquistado até o momento” a partir da contribuição de pesquisadores comprometidos com a causa afrodescendente.
O congresso está estruturado em duas sessões Comportamentos Demográficos e o Recorte Etnicorracial e Sistema de Classificação Censitária dos Grupos Etnicorraciais nas Américas: limites, avanços e perspectivas. Confira abaixo mais informações.
Comportamentos Demográficos e o Recorte Etnicorracial
A sessão propõe reunir apresentações que possam contribuir para a compreensão e explicação das especificidades etnicorraciais nos comportamentos demográficos. São aguardados trabalhos que abordem temas como perfis de morbilidade e mortalidade, movimento espacial, comportamentos reprodutivos, padrões de organização da vida familiar, entre outros. A sessão tem a finalidade de trazer um quadro da situação da população afrodescendente num comparativo com a população branca. O objetivo é discutir também trabalhos que se centrem no estudo dos processos sociais de produção e reprodução das igualdades etnicorraciais e os graus diferenciados de vulnerabilidade no mercado de trabalho, no sistema formal de educação e no acesso a serviços de infraestrutura dos afrodescendentes com relação ao restante da população.
Sistema de Classificação Censitária dos Grupos Etnicorraciais nas Américas: limites, avanços e perspectivas
Para esta sessão, são previstas palestras que discutam a conceitualização, categorização e medição de esquemas de classificação etnicorraciais nos diferentes países da América Latina. O debate deverá se valer dos trabalhos de investigação sobre censos e pesquisas, socializando experiências nacionais que permitam superar as dificuldades atualmente encontradas, assim como avançar na possibilidade de comparações regionais. Será dado destaque aos censos de população das rodadas de 2000 e 2010 com relação ao aumento significativo de países que incorporaram ou incorporarão a variável etnicorracial e os estudos realizados até o momento utilizando esta dimensão analítica.
Mais informações no site: http://www.alapop.org
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Panamá é o tema do segundo episódio da série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI”. País é marcado pela diversidade étnica, mas as marcas do racismo são visíveis em todas as camadas da sociedade. Reportagem será exibida na sexta-feira no Canal Integración para 14 países das Américas
Clique aqui para assistir o primeiro vídeo da série.
Na próxima sexta-feira, (15/01), o Canal Integración exibe a segunda reportagem da série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI”. Desta vez, o país retratado é o Panamá através do dia-a-dia da população negra e os desafios para a inclusão social. O país é marcado pela diversidade étnica, mas as marcas do racismo são visíveis em todas as camadas da sociedade.
A população de baixa renda é composta majoritariamente pelos afro-panhamenhos, que têm condições educacionais insuficientes, precárias condições de trabalho e baixas remunerações. Dos países visitados pela reportagem do Canal Integración, o Panamá é o que apresenta mais defasagem nos dados censitários. Os últimos censos realizados no Panamá não dispõem de dados sobre a população negra do país. Para o levantamento desde ano, o país estabeleceu uma equipe técnica para organizar a campanha de auto-reconhecimento. Segundo especialistas, a falta de dados atualizados sobre a população negra fragiliza as políticas de superação de racismo e melhoria das condições de vida dos afro-panamenhos.
O episódio da próxima sexta-feira, (15/1), faz parte da série de quatro reportagens “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI” em Português e Espanhol, exibidas entre os dias 08 e 29 de janeiro de 2010 pelo Canal Integración no sistema público de televisão brasileiro – NBr, TV Brasil, TV Câmara e TV Senado e disponibilizado para uma rede de emissoras associadas de televisões públicas e privadas de 14 países americanos: Argentina, Brasil,Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Peru, Uruguai e Venezuela. Idealizada pelo Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos de 2010, em junho de 2009, a série de reportagens atende o objetivo de informar a população das Américas sobre a rodada dos censos 2010-2012. A série apresenta as condições de vida das populações negras do Brasil, Equador, Panamá e Uruguai, a resistência negra ao longo dos tempos e um panorama das políticas públicas de enfrentamento ao racismo. Durante a reportagem nos países, a repórter Mariana Abreu publicou no blog Afrocensos suas impressões sobre o cotidiano da população negra.
Estreia – Uruguai
No último dia 8/1, a estreia da série revelou a realidade dos afro-uruguaios no mercado de trabalho, as políticas públicas de combate ao racismo e a expectativa em torno do censo deste ano. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e Censo Uruguai, o país tem uma 3.334,052 habitantes. Destes, 9,1% se autodefinem afrodescendentes. Segundo o PNUD (Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento), a população negra se concentra em zonas consideradas com baixo índice de desenvolvimento econômico e humano. Cerca de 50% dos negros se encontram abaixo da linha da pobreza, sendo 5% em condições de extrema pobreza. Assista ao vídeo no Canal do UNIFEM Brasil no site You Tube.
A série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI” é resultado da parceria entre Canal Integración/Empresa Brasil de Comunicação, Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos de 2010 e UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Regional de Gênero, Raça e Etnia desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai.
EXIBIÇÕES DO PROGRAMA AMÉRICA DO SUL HOJE
Clique aqui para ver a lista de operadoras a Cabo que distribuem o sinal do Canal Integración
VERSÃO PORTUGUÊS:
SEXTA – 20:30 (Estreia)
SABADO – 02:00 – 08:00 – 14:00 – 20:00
DOMINGO – 01:00 – 07:00 – 13:00 – 19:00
VERSÃO ESPANHOL:
SEXTA – 23:00
SÁBADO – 05:00 – 11:00 – 17:00
DOMINGO – 03:30 – 09:30 – 15:30 – 21:30
SEGUNDA – 04:00 – 10:00 – 16:00 – 22:00
TV SENADO (Clique ao lado para ver a cobertura por Estado: TV a Cabo, Parabólica, UHF, Internet, TV por Assinatura)
DOMINGO – 7:00
TV CÂMARA (Clique ao lado para ver a cobertura por Estado)
SEXTA – 22:30
DOMINGO – 11:00
SEGUNDA – 12:30
TV NBR (Clique ao lado para ver cobertura por Estado)
SEXTA – 22:00h
SÁBADO – 08:30 – 12:30 – 00:00
DOMINGO – 11:00 – 19:3
SEGUNDA – 08:30 – 16:30
TV COMUNITÁRIA DE BELO HORIZONTE
(24 horas pela Internet, Canal 6 – Net e Canal 13 – Way)
SEGUNDA: 21:00
* HORÁRIO DE BRASÍLIA
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O projeto Tambor Falante – Ciclo de Debates reúne pessoas diversas e neste ano irá intensificar a campanha étnica: “Censo 2010 – Assuma a sua negritude!”
Por: Helciane Angélica
Jornalista, integrante da Cojira-AL e Presidenta do Anajô
No sábado (09.01) aconteceu mais uma edição do Tambor Falante – ciclo de debates, projeto implantado exatamente há um (1) ano, que promove encontros periódicos entre lideranças dos segmentos afros, educadores, estudantes e formadores de opinião para discutir temas diversos e até mesmo polêmicos enfatizando o recorte étnicossocial. Permite a troca de opiniões, relatos de experiências e a elaboração de propostas que possam ser transformadas no futuro em produções bibliográficas e que contribuam para a promoção de políticas públicas.
Desta vez, o tema escolhido foi “Censo 2010 – Assuma a sua negritude!”, discutiu-se a necessidade da pesquisa demográfica, a importância dos dados estatísticos, além da elaboração de propostas que garantam a sensibilização da população afro-descendente e também dos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A quarta edição do projeto Tambor Falante foi realizada na Igreja Batista do Pinheiro em Maceió e pela primeira vez teve cobertura online (http://twitter.com/cojiraal). O evento recebeu elogios do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) que colocou uma notícia no seu site, também, foi publicado no site da Fundação Cultural Palmares, no blog www.afrocensos2010.wordpress.com e em veículos da imprensa local.
Participação
Estiveram presentes integrantes das entidades proponentes: o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro e a Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), além de moradores da Vila Emater, a estudante africana de Guiné Bissau, Glória Intchami e o pesquisador José Bezerra da Silva, ambos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Na ocasião, a jornalista Valdice Gomes – presidente do Sindjornal e integrante da Comissão Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (Conjira) foi convidada para ser a facilitadora do debate e destacou a importância do Censo, além de informar sobre as mobilizações para garantir a sensibilização da população em toda a América Latina por meio de documentários televisivos e campanhas publicitárias para realizarem a auto-declaração em relação à cor, etnia, religião e opção sexual.
Campanha
Diante disso, o movimento negro alagoano inspirado na campanha nacional “Quem é do axé diz que é” lança também a campanha “Assuma a sua negritude”, uma mobilização empenhada no esclarecimento da população local sobre as consequências de informações levianas e/ou equivocadas no ato do questionário, além de incentivar a identidade étnica.
Agora o projeto do ciclo de debates que surgiu de forma tímida e independente, amplia seus horizontes e começa uma nova fase com edições itinerantes junto aos diversos segmentos afros. No tambor falante já foram discutidos temas como: A importância da Lei 10.639/03; Questões raciais e de gênero; e Intolerância religiosa.
Deliberações
A próxima edição já está agendada para o dia 30 de janeiro a partir das 14h, e o tema segue a mesma linha reflexiva: “Censo 2010 – Negritude e Periferia”. A mobilização in loco nas periferias tem um cunho sócio-político e multiplicador de informações, e o local determinado para o encontro não podia ser melhor: a sede do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb) e a Vila Emater no Sítio São Jorge, com pessoas que moram ao lado do lixão e lideranças de outras áreas da periferia da capital alagoana.
Além disso, a implantação de uma comissão executiva irá providenciar os devidos encaminhamentos, como: a articulação de uma audiência com os coordenadores do IBGE-AL para suprimir algumas dúvidas e entregar oficialmente as propostas definidas, como: promover ações midiáticas; realizar seminários com estudantes, professores e quilombolas; dentre outras ações.
O ano começa intenso e com muito trabalho, aguardem mais informações nas próximas edições da coluna axé e no blog da Cojira/AL. Censo 2010, assuma a sua negritude! Axé!
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Em sua quinta edição, o ciclo de debates busca estratégias para fortalecer identidade racial da população durante o censo deste ano
Maceió (Alagoas) – Neste sábado (9/1) acontece em Maceió a quinta edição do Ciclo de Debates – “Tambor Falante”, com o tema Censo 2010 – Assuma sua negritude. De acordo com Valdice Gomes, facilitadora do debate, o objetivo é traçar estratégias para sensibilizar a população para a autodeclaração negra durante o recensenamento deste ano pelas equipes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com a participação de entidades e ativistas do movimento negro, os debates vão abordar o combate ao racismo e as iniciativas de fortalecimento da identidade etnicorracial. Para Vanda Menezes, participante do ciclo, o encontro é uma oportunidade de discussão de questões atuais e pertinentes às demandas do movimento negro no estado de Alagoas, como a autodeclaração etnicorracial nos questionários base do censo deste ano.
O evento é uma parceria da Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira/AL), da Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro e o Centro de Cultura e Estudos Étnicos (Anajô).
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América Negra: série de reportagens revela realidade dos negros no Brasil, Equador, Panamá e Uruguai
Com o nome “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI”, a produção do Canal Integración, que estreia amanhã (8/1), é resultado da parceria com o Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos de 2010 e o UNIFEM Brasil e Cone Sul. A partir de 5 de fevereiro, iniciará a exibição da série “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente”, que revela a realidade das trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai.
EXIBIÇÕES DO PROGRAMA AMÉRICA DO SUL HOJE
CANAL INTEGRACIÓN
Clique aqui para ver a lista de operadoras a Cabo que distribuem o sinal do Canal Integración
VERSÃO PORTUGUÊS:
SEXTA – 20:30 (Estreia)
SABADO – 02:00 – 08:00 – 14:00 – 20:00
DOMINGO – 01:00 – 07:00 – 13:00 – 19:00
VERSÃO ESPANHOL:
SEXTA – 23:00
SÁBADO – 05:00 – 11:00 – 17:00
DOMINGO – 03:30 – 09:30 – 15:30 – 21:30
SEGUNDA – 04:00 – 10:00 – 16:00 – 22:00
TV SENADO (Clique ao lado para ver a cobertura por Estado: TV a Cabo, Parabólica, UHF, Internet, TV por Assinatura)
DOMINGO – 7:00
TV CÂMARA (Clique ao lado para ver a cobertura por Estado)
SEXTA – 22:30
DOMINGO – 11:00
SEGUNDA – 12:30
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SEXTA – 22:00h
SÁBADO – 08:30 – 12:30 – 00:00
DOMINGO – 11:00 – 19:30
SEGUNDA – 08:30 – 16:30
TV COMUNITÁRIA DE BELO HORIZONTE
(24 horas pela Internet, Canal 6 – Net e Canal 13 – Way)
SEGUNDA: 21:00
* HORÁRIO DE BRASÍLIA
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Con el título “Las Américas Tienen Color: Afrodescendientes en los Censos del Siglo XXI”, la producción del Canal Integración es el resultado de la sociedad entre el Grupo de Trabajo Afrodescendientes de las Américas Censos de 2010 y el UNIFEM Brasil y Cono Sur. A partir del 29 de enero se iniciará la exhibición de la serie “Trabajo Doméstico, Trabajo Decente”, que revela la realidad de las trabajadoras domésticas de Brasil, Bolivia, Guatemala y Paraguay
Distintas tonalidades de piel negra, reductos, historias individuales y colectivas, denuncias y estrategias de superación del racismo. Estos son algunos de los contenidos de la serie “Las Américas Tienen Color: Afrodescendientes en los Censos del Siglo XXI”, que restablece y lleva los lazos de la diáspora negra en Latinoamérica a la pantalla de televisión. Cuatro reportajes bilingües portugués-español cuentan historias de una América Negra.
Los documentales han sido producidos en Brasil, Panamá y Uruguay como resultado de la asociación entre Canal Integración/Empresa Brasil de Comunicación, Grupo de Trabajo Afrodescendientes e las Américas Censos de 2010 y UNIFEM Brasil y Cono Sur, a través del Programa Regional de Género, Raza y Etnia desarrollado en Brasil, Bolivia, Guatemala y Paraguay. Los reportajes serán transmitidos del 1 al 22 de enero de 2010 por el Canal Integración en el sistema público de televisión brasileño – NBr, TV Brasil, TV Cámara y TV Senado – y estará disponible para una red de emisoras de televisión asociadas, públicas y privadas, de 19 países de América Latina y el Caribe.
La serie de reportajes “Las Américas Tienen Color: Afrodescendientes en los Censos del Siglo XXI” fue creada para informar a la población de las Américas sobre la ronda de los censos 2010-2012, y presentará las condiciones de vida de hombres y mujeres negras, la resistencia negra a lo largo de los tiempos y un panorama de las políticas públicas de enfrentamiento al racismo.
La diáspora transmitida por la televisión
Fuentes estratégicas para la ronda del censo 2010 componen la lista de entrevistados: activistas afrodescendientes, gobiernos nacionales, poderes público, institutos de estadística y Naciones Unidas. Uno de los elementos más reveladores es la humanización de las entrevistas. Historias de vida de hombres y mujeres negras revelan la lucha diaria contra el racismo y a favor de la afirmación de la identidad negra.
La estrategia de transmisión prevé la reproducción de los contenidos por emisoras de televisión comunitarias, legislativas, culturales, educacionales y universitarias para la reproducción de los reportajes en estados y municipios brasileños. Todo el contenido también estará disponible en internet para ampliar aún más las posibilidades de difusión y consumo de la información por la sociedad latinoamericana y caribeña.
Arena global
La serie “Las Américas Tienen Color: Afrodescendientes en los Censos del Siglo XXI” será editada en el formato de documentario para libre negociación y exhibición en redes de televisión de los sectores privado y público, buscando las grandes audiencias para que miles de personas tengan acceso a la información de la ronda de los censos del 2010. Una versión en inglés también pretende expandir el consumo de la información, para que la movilización de los afrodescendientes por la desagregación de datos por raza y etnia atraviese las fronteras de las Américas, y llegue a la arena global y de la diáspora.
La serie ha sido producida en el periodo del 17 de noviembre al 15 de diciembre de 2009, y el reportaje recorrió siete países: Uruguay, Paraguay, Bolivia, Ecuador, Panamá, Guatemala y Brasil. Junto con serie censo y afrodescendientes, el Canal Integración produjo reportajes para la serie “Trabajo Doméstico, Trabajo Decente”, en asociación con UNIFEM Brasil y Cono Sur y redes de trabajadoras domésticas de Brasil, Bolivia, Guatemala y Paraguay, que será exhibida del 29 de enero al 19 de febrero de 2009.
Pauta participativa y colaborativa
De septiembre a noviembre de 2009, UNIFEM ha contribuido en la etapa de pre-producción de las series, a través de consultas sistemáticas vía online al Grupo de Afrodescendientes y las redes de trabajadoras domésticas. La pre-producción ocurrió de país en país mediante el levantamiento de datos sobre el censo y afrodescendientes de cada uno de los cuatro países, e informaciones sobre el proceso político, económico y cultural de la población negra en cada país, así como de informaciones relacionadas a la realidad del trabajo doméstico.
La producción de las series “Las Américas Tienen Color: Afrodescendientes en los Censos del Siglo XXI” y “Trabajo Doméstico, Trabajo Decente” es considerada una experiencia osada y proactiva, por desencadenar la construcción colectiva de productos de comunicación dentro de un sistema público de comunicación, inseridos en la agenda internacional de la ronda de los censos de 2010, con el protagonismo de los afrodescendientes y a la luz de la III Conferencia Mundial contra el Racismo, la Discriminación Racial, la Xenofobia y Formas Conexas de Intolerancia. En el ámbito del trabajo doméstico, la serie destaca el marco de la 99ª Conferencia Internacional del Trabajo.
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Com o nome “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI”, produção do Canal Integración é resultado da parceria com o Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos de 2010 e o UNIFEM Brasil e Cone Sul. A partir de 29 de janeiro, iniciará a exibição da série “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente”, que revela a realidade das trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai
Diferentes tons de pele negra, redutos, histórias individuais e coletivas, denúncias e estratégias de superação do racismo. Esses são alguns dos conteúdos da série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI”, que restabelece e leva os laços da diáspora negra na América Latina para a tela da televisão. Quatro reportagens bilíngues Português-Espanhol recontam histórias de uma América Negra.
As matérias foram produzidas no Brasil, Equador, Panamá e Uruguai como resultado da parceria entre Canal Integración/Empresa Brasil de Comunicação, Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos de 2010 e UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Regional de Gênero, Raça e Etnia desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai. As reportagens serão veiculadas de 1º a 22 de janeiro de 2010 pelo Canal Integración no sistema público de televisão brasileiro – NBr, TV Brasil, TV Câmara e TV Senado -, e disponibilizado para uma rede de emissoras associadas de televisões públicas e privadas de 19 países da América Latina e Caribe.
Criada para informar a população das Américas sobre a rodada dos censos 2010-2012, a série de reportagens “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI” apresentará as condições de vida de homens e mulheres negras, a resistência negra ao longo dos tempos e um panorama das políticas públicas de enfrentamento ao racismo.
Diáspora televisionada
Fontes estratégicas para a rodada do censo 2010 compõem o rol de entrevistados: ativistas negros, governos nacionais, poder público, instituto de estatística e Nações Unidas. Um dos elementos mais reveladores é a humanização das entrevistas. Histórias de vida de homens e mulheres negras revelam a luta diária contra o racismo e em favor da afirmação da identidade negra.
A estratégia de veiculação prevê a reprodução dos conteúdos em emissoras de televisão comunitárias, legislativas, culturais, educativas e universitárias para reprodução das reportagens em estados e municípios brasileiros. Todo o conteúdo também será disponibilizado na internet para ampliar ainda mais as possibilidades de difusão e consumo da informação pela sociedade latino-americana e caribenha.
Arena global
A série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI” será editada no formato documentário para livre negociação e exibição em redes de televisão dos setores privado e público, em busca de grandes audiências para que milhares de pessoas tenham acesso à informação da rodada dos censos de 2010. Uma versão em Inglês também pretende expandir o consumo da informação, a fim de que a mobilização dos afrodescendentes para a desagregação de dados por raça e etnia atravesse as fronteiras das Américas e entre na arena global e diaspórica.
A série foi produzida no período de 17 de novembro a 15 de dezembro de 2009, a reportagem percorreu sete países: Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Panamá, Guatemala e Brasil. Juntamente com a pauta censo e afrodescendentes, o Canal Integración produziu reportagens para a série “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente”, parceria com o UNIFEM Brasil e Cone Sul e redes de trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai, que será exibida de 29 de janeiro a 19 de fevereiro de 2009.
Pauta participativa e colaborativa
De setembro a novembro de 2009, o UNIFEM contribuiu para a etapa de pré-produção das séries, por meio de consultas sistemáticas pela via on line ao Grupo de Afrodescendentes e às redes de trabalhadoras domésticas. A pré-produção ocorreu país a país mediante o levantamento de dados sobre o censo e afrodescendentes de cada um dos quatro países, informações sobre o processo político, econômico e cultural da população negra em cada país, bem como de informações relacionadas à realidade do trabalho doméstico.
A produção das séries “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI” e “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente” são consideradas experiências ousadas e proativas por desencadear a construção coletiva de produtos de comunicação dentro de um sistema público de comunicação, inseridos na agenda internacional da rodada dos censos de 2010, com protagonismo dos afrodescendentes, à luz da III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata. No âmbito do trabalho doméstico, a série destaca o marco da 99ª Conferência Internacional do Trabalho.
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Por Mariana Abreu/ Canal Integración/ EBC
11 diciembre de 2009
Panamá es efectivamente el país con el mayor número de afrodescendientes, entre los países elegidos para la serie Afrodescendiente 2010!
Una situación completamente diferente a la de Uruguay, en dónde, con suerte, se suele encontrar un afrodescendiente después de dos horas de búsqueda (!!!) – y eso porque fuimos a un barrio considerado de raza negra. La diversidad está en todos lados, desde los lugares más ricos hasta los lugares más pobres, sin excepción. Shoppings, escritorios, universidades, negocios, restaurantes… la mezcla es total (y reconozcamos que es linda).
Sin embargo, es un país al que se lo considera racista y en dónde muchos afrodescendientes son excluidos. Ellos reciben un salario menor, muchas veces se los obliga a asistir a escuelas públicas, dónde la calidad de enseñanza es inferior a la de las escuelas privadas, y en definitiva deben pasar por varios perjuicios para llegar a alcanzar buenos trabajos y prepararse para el mundo laboral.
Asimismo, según lo que nos han comentado, el problema principal es la información que se enseña en el aula. Panamá, que históricamente cuenta con dos etapas de inmigración negra (una durante la época colonial y otra cuando se construyó el Canal de Panamá), no posee esos relatos en sus libros de historia y, por tal motivo, mucha gente no llega a conocer su identidad durante la etapa escolar y por eso no aprende a enorgullecerse de sus antepasados.
Por eso que el Censo es tan importante! Al tener conocimiento sobre el número (hasta el momento no existe ningún conteo oficial), se podrán exigir cambios en la información que se enseña en el aula. De esa forma, podrán reflejarse las contribuciones y las raíces de uno de los pueblo que más ayudó a formar ese país. Rogamos para que así sea!
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